BLOG DA LU RIBEIRO

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  • Luciana Ribeiro

a pior temporada da minha vida

Você acha que é possível uma pessoa ser paga em dólar pra estar na Disney e mesmo assim contar os dias pra viagem acabar?


Parece impossível, mas aconteceu comigo. OMG, como eu odiei aquela temporada!

Eu só queria voltar pra casa.

O que rolou: naquela época, eu ainda não coordenava. Eu era guia, e tava felizona pela oportunidade. É realmente um trabalho incrível, você deve estar pensando.

E é. Exceto quando o seu santo não bate com o do seu colega. Aí é puxado...


Éramos em 3 guias, todos com bagagem suficiente pra execução das tarefas em todas as posições: frente, meio e fundo. Embora a empresa não tivesse estabelecido uma hierarquia, o "guia líder" logo assumiu esse papel, e OK.

Na minha cabeça, o compromisso do time era fazer pessoas felizes, independente de quem levaria o crédito. Aliás, não tinha isso de crédito... a gente trabalhava junto pela realização das pessoas, ponto.


Só que não. Porque o cara não jogava pro time. Ele era excelente guia, os passageiros adoravam! E o combustível dele estava aí: ele queria ser adorado, queria ser reconhecido, queria ser o herói que salvava o grupo das filas sozinho. No fim, a gente trabalhava com o cara, e ganhava e o ego dele de brinde.


Resumo da ópera: o grupo amou a viagem, que ótimo. Eu quase desisti de subir na próxima temporada.


Quando o time não é um time, o grupo até pode ter uma viagem incrível... mas a equipe não se sustenta. Pra ser equipe, todo mundo precisa ser ouvido, todo mundo precisa ser reconhecido, todo mundo precisa ser amado... já dizia Tia Ginha.


Pra quem não conhece Tia Ginha: ela é a maior pesquisadora e autora sobre a vida e a obra de Walt Disney na América Latina. Tive o prazer de conhecê-la com 15 anos na Disney e depois disso fiz diversos cursos com ela, no Brasil e lá na Disney! Vai lá pesquisar e compra o livro dela, A Magia do Império Disney, que é base pra qualquer #guiadeorlando.


Mas voltando ao post... nessa temporada fatídica, descobri que o guia não é aquele ser superior isento do desejo de aprovação, de validação...


Embora a gente se doe muito, a gente também quer um biscoito no fim do dia, faz parte, somos humanos.


Dessa temporada, uma lição: a gente precisa deixar o EGO em casa. Simples assim.


Um beijo,


Lu Ribeiro

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